Há um mês a Caixa Econômica Federal lançou uma nova opção de crédito imobiliário, utilizando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como base na definição dos juros. A média é de 4,95% ao ano acrescido da inflação daquele período, variando conforme o perfil do cliente que realiza a contratação. Funcionários públicos, por exemplo, podem encontrar juros ainda menores.

Desde então, 20% das novas contratações de financiamento de imóveis feitas por intermédio da rede, utilizaram essa modalidade de crédito. Os resultados consideram as contratações feitas por intermédio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Foram 21 dias úteis desde o início da utilização da linha, nesse período há registros de 300 milhões de contratados fechados e outros 6 bilhões em análise pelo banco.

A opção de utilizar a Taxa Referencial (TR), atualmente zerada, mais juros que variam entre 8,5% e 9,5% ainda estão disponíveis no banco. Mas, perdeu suas vantagens comparadas as opções do IPCA que varia de 3% a 4% ao ano, mais aplicação de juros fixos. Estes adicionais também são menores, de 3,25% a 4,95%, fazendo com que a modalidade alcance no máximo 8,45%, ficando abaixo da TR.

As informações sobre a adesão dos clientes foi comunicada por Mateus Sinibaldi, diretor de habitação da Caixa, durante o evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) e do Grupo Dória na manhã da última terça-feira (24). O executivo aproveitou para dizer que o uso dos juros dependem do perfil do cliente, e que é interessante analisar as condições impostas nas duas linhas de financiamento.

“Reforçando: é uma alternativa para o cliente”, disse Sinibaldi. “Para quem pretende amortizar o financiamento em seis, sete ou oito anos, o IPCA é disparadamente a melhor opção. Já quem tem maior instabilidade, está olhando para os prazos de 360 meses, 240 meses, vale analisar mais fundo o perfil do cliente. Deixamos isso bem claro ao comercializar o produto”, afirmou.