Depois de ter anunciado a possibilidade de congelamento do salário mínimo para este ano, a fim de economizar durante o período de aperto fiscal, a equipe econômica do país voltou atrás e desconsiderou essa hipótese. A proposta estava em análise, e poderia, segundo a equipe, poupar em 2020 R$12 milhões. Já que muitos benefícios e direitos trabalhistas são baseados no piso salarial.

A nova medida seria inclusa no texto sobre alterações nas regras fiscais, de autoria do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ). Usando esta Proposta de Emenda à Constituição (PEC 45/2019) como uma manobra para alterar a Constituição Federal. Hoje, é garantido o reajuste do salário para que o trabalhador tenha poder de compra. A ideia discutida por representantes do Ministério da Economia e técnicos de Orçamento no Congresso, era de criar mecanismos para que a regra atual fosse alterada e o reajuste deixasse de ser obrigatório. Aproveitando a tramitação da PEC 45/2019 que passava por votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Ainda este ano, em abril, o governo divulgou a nova regra no cálculo para definição do salário. Retirando do reajuste a soma referente ao Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, e mantendo apenas o INPC do ano anterior. Com essa medida, a previsão da Lei Orçamentária Anual (LOA) é que em 2020 o piso chegue a R$1.039. Logo, vai influenciar no acréscimo em pagamentos do seguro desemprego, aposentadoria, pensão por morte e abono salarial.