Caso seja aprovado nos próximos meses o congelamento do salário mínimo, conforme estuda a equipe econômica do atual do governo, pelo menos 34 milhões de segurados serão atingidos. Entre aposentados e pensionistas que não receberão nenhum reajuste no seu benefício. O governo acredita que modificando a Constituição para que não haja interferência inflacionária no mínimo federal, o país chegue a economizar $37 bilhões.  

A proposta teria validade durante o período de desequilíbrio fiscal, como o que a nação vive atualmente. A Constituição atual prevê que o salário seja influenciado “com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo”. Por isso, todos os anos o governo é obrigado a aplicar uma correção sobre o valor atual.  

Anteriormente, essa quantia recebia o resultado entre a soma do PIB dos dois últimos anos e o IPCA do ano anterior, inflação que mede os principais consumos do brasileiro. Em abril deste ano, foi comunicado à extinção do PIB  sobre essa adição, este  índice era aplicado desde 2011, a partir deste ano valerá apenas o IPCA.  

A proposta inicial previa aumento do salário mínimo para $1.038 para o próximo ano, caso seja mantido em $998 em 2020 o governo vai economizar $12 bilhões. Sindicalistas começaram a se pronunciar a respeito do assunto, e de acordo com o portal O Dia os representantes da classe prometem mobilizar os deputados para pressionar o governo.

Além dos benefícios concedidos pelo INSS, também utilizam o salário como teto, o seguro-desemprego e abono salarial.