Depois da Caixa Econômica Federal anunciar a nova modalidade de crédito imobiliário, usando a inflação do Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo (INPCA), foi a vez do Bradesco e Itaú Unibanco aproveitarem essa opção. Neste caso, as redes pensam em reverter esses juros aos clientes de média e alta classe.  

A proposta é oferecer um financiamento em menor tempo, mas tendo em vista que esse consumidor vai conseguir arcar com a oscilação da taxa. A princípio a ideia é que as parcelas sejam quitadas seja menores do que as baseadas na Taxa Referencial (TR), dando longo prazo de até 30 anos.  

O Bradesco deve oferecer um parcelamento variando entre cinco e dez anos para pagamento total do empréstimo. Conforme Leandro Diniz, diretor de empréstimos da rede afirmou.  

“O IPCA é mais uma fonte de indexador, mas não é para todo mundo. Precisamos olhar um pouco a renda, um público específico e um prazo mais curto. Será um componente e não a solução de funding do mercado imobiliário no Brasil”, disse.  

O Itaú também busca soluções nesse sentido, trazendo um prazo mais confortável tanto para o contratante como para a rede. Mas, não divulgou informações muito específicas, apenas disse estar trabalhado no rápido lançamento deste produto.  

Em contra partida aos agentes bancários que idealizam clientes de classe média e alta, a Caixa centraliza suas ofertas no público que busca imóveis entre $250.000 a $300.000. Desde o lançamento da linha de crédito, há um mês, foram $200 milhões emprestados, e outros $600 encaminhados para análise de contratação. Comparada ao antigo juros, da TR, a redução com o modelo atual varia entre 30% a 40%.