O governo federal estuda implementar no país um programa similar ao Bolsa Família, mas que traria regras diferentes. Identificado como benefício universal, a ideia é que independente da classe econômica todas as crianças e adolescentes entre 0 e 18 anos receberiam um salário de $45 mensais.

A proposta, em contra partida, cancelaria as deduções fiscais de dependentes do Imposto de Renda (IR) e pagaria o abono salarial a uma faixa diferente de trabalhadores, hoje é necessário receber até 2 salários mínimos para ter direito ao benefício, a ideia é selecionar funcionários com renda menor.

O novo programa é chamado pela equipe econômica do país como “Super Bolsa Família”, e representaria um marco no governo Bolsonaro para a benfeitoria dos mais pobres. Hoje, as modificações da presidência estão ligadas à reformas previdenciárias e tributárias.

Para moldar a proposta, foi solicitada uma pesquisa de indicadores socioeconômicos feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O instituto acredita que essa medida aumentaria o número de benefícios, e poderia até mesmo ser mais vantajoso.

Famílias com renda de até $250 mensais por pessoa, e com crianças de até 4 anos, ainda receberiam adicional de $44. Isso significa um saldo superior ao que é recebido hoje, por meio do Bolsa Família.

Para se ter uma ideia do que representa, uma composição familiar com 3 crianças recebe hoje $130, com o outro benefício esse valor pode ser superior a $135. E mais, caso tivessem uma criança de até 4 anos haveria o adicional resultando em um salário de $225.

O processo ainda está em análise, e de acordo com o próprio governo, para este ano não devem haver quaisquer modificações no Bolsa Família. Apenas a implementação do 13° salário que foi uma promessa feita pelo presidente no início do ano.