A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Turismo e Serviços (CNC) divulgou em matéria realizada pelo portal de notícias Estadão, dados que sugerem R$9,6 bilhões de gastos com o comércio varejista, a partir da liberação dos saques de R$500 do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), e das cotas do fundo PIS/PASEP. Além disso, também há expectativa de gasto em pelo menos R$3,5 bilhões no consumo das famílias, como em passeios turísticos e na alimentação fora de casa.

O fundo de garantia será liberado a partir da próxima sexta-feira (13), quando a Caixa Econômica Federal vai iniciar os pagamentos dos clientes com conta poupança e os correntistas que autorizaram o crédito em conta. Os demais trabalhadores receberão o benefício com calendário que inicia no dia 18 de outubro, e vai até 19 de março de 2020 seguindo o mês de nascimento do trabalhador. O recebimento é opcional, quem não quiser sacar o FGTS não comparece até o banco e o crédito retorna ao fundo automaticamente.

As cotas do PIS e PASEP iniciaram os seus pagamento em agosto, não há data limite para realizar o saque. Todos aqueles que trabalharam com registro em carteira, na iniciativa pública e privada durante os anos de 1971 e 1988, poderão receber o benefício. A Caixa faz o pagamento do PIS de trabalhadores privados e o Banco do Brasil é o responsável pelos créditos do PASEP dedicado aos funcionários públicos e de carreira militar.

Com a liberação deste dinheiro, a CNC acredita que haja um aumento de 50% no índice que indica o consumo familiar dentro da soma do Produto Interno Bruto (PIB) do último trimestre de 2019, alcançando a marca de 0,9%. De acordo com Fabio Bentes, responsável pelo estudo, 70% dos recursos do FGTS serão liberados no último trimestre deste ano aumentando o consumo durante um período de inflação baixa.

Entre os meses de agosto e dezembro de 2019, a equipe econômica do país prevê saques de R$30 bilhões entre os fundos PIS/PASEP e o fundo de garantia, sendo R$28 bilhões do FGTS e R$2 bilhões das cotas. A CNC acredita que deste total, 40% sejam destinados ao pagamento de dívidas e outros R$4,7 bilhões utilizados em consumação ou poupança durante o ano de 2020.