O benefício do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é garantido a todos os trabalhadores com registro em carteira, com a possibilidade de saque total em caso de demissão sem justa causa. Em julho, o governo divulgou uma Medida Provisória liberando retiradas parciais do valor disponível a partir de 2019, para esse ano cada trabalhador poderá sacar até R$500 por conta ativa ou inativa. No entanto, segundo informações da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, 8 milhões de brasileiros estão com o repasse do crédito atrasado.

A empregadora é a responsável por realizar os depósitos mensais, descontando o valor do salário bruto e acrescentando no fundo. Como uma forma de garantia caso haja a demissão a médio ou longo prazo, e o trabalhador possa ter um rendimento durante o desemprego. Mesmo que o valor esteja sendo debitado do salário, o funcionário pode não ter saldo disponível no fundo, a Procuradoria constatou pelo menos 225 mil empresas devedoras do FGTS, inscritas na dívida ativa da União e somando R$32 bilhões em débitos.

Essa falha da contratante resulta na perda da liberação do benefício disponível nos próximos dias. A partir de 13 de setembro quem tem poupança na Caixa Econômica Federal e correntistas que autorizaram o depósito, poderão iniciar as retiradas. Os demais trabalhadores iniciarão os recebimentos em 18 de outubro, conforme calendário organizado com base em seu mês de nascimento.

O saque é opcional, e o valor varia conforme o tempo de serviço, valor do salário, 13° salário, hora extras e etc. Da quantia total da remuneração mensal, o empregador desconta 8% para o depósito no fundo de garantia. Para saber se o recurso está sendo destinado de maneira correta, basta acessar o site da Caixa ou baixar o aplicativo FGTS e informar o número do NIS. O extrato informa todas as ordem de crédito e o saldo disponível, mesmo que a conta seja inativa, quer dizer, com titular que pediu demissão ou foi dispensado por justa causa.