Segundo dados divulgados pela Fenaprevi, entidade responsável por empresas que fornecem serviço de previdência, desde 2016 o índice de investimento em previdência privada está estagnado. São pelos 13 milhões de pessoas que optaram por esse tipo de investimento há três anos atrás, e a marca é a mesma em 2019.

O que tem crescido nos últimos tempos é a retomada da poupança por aqueles que já tinham conta, aumentando o valor de depósito, o que também elevou o saldo depositado no fundo. De acordo com o presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser, os índices são um reflexo do cenário da economia brasileira. “O mercado da previdência privada é pró-cíclico, se a economia cresce ele também cresce”, afirma.

A parcela de investidores representa um terço do número de trabalhadores com carteira assinada no país, e podem indicar a falta de recursos disponíveis para poupar um dinheiro que serve como renda no futuro. As pessoas veem a nessecidade maior de tirar dinheiro do que em investir a longo prazo. O IBGE divulgou dados que contabilizam o trimestre encerrado em julho de 2019 e indicam rendimento médio de trabalho em R$2.286, equivalente a pouco mais de 2 salários mínimos.

A Previdência privada é oferecida por uma série de agências bancárias, com o recebimento mensal de uma quantia definida conforme taxas do banco e que poderão ser resgatadas no futuro. Funcionando como um complemento ao que o governo federal deve oferecer para a população, e garantindo a média de renda mesmo depois do brasileiro deixar de trabalhar e contribuir.