Minha Casa Minha Vida (Reprodução/divulgação)

Com a nova proposta da Caixa Econômica Federal que vai utilizar linhas de crédito baseadas no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o governo tem estudado a possibilidade de aderir novos juros ao financiamento do Minha Casa Minha Vida. Hoje, a cobrança é de 5% e 8,16% ao ano mais taxa do TR que atualmente está zerada. A utilização do IPCA traria taxas de 2,95% e 4,95% aos beneficiados.

Segundo informações disponibilizadas pelo Jornal O Globo, seria reduzido os juros oferecidos para as famílias cuja renda é de R$7 mil mensais, já que o público que se enquadra nesse conjunto não tem direito a subsídio, isto é, descontos no financiamento. O programa conta com 4 tipos de faixas, categorizando seu público de atendimento.

  • Faixa 1: rendimento até R$1.800 mensais, taxa de juros mais vantajosa;
  • Faixa 2: rendimento até R$2.600 mensais e subsídio de R$47.500;
  • Faixa 3: rendimento até R$4.000 mensais e subsídio de R$29.000;
  • Faixa 4: rendimento até R$7.000 mensais, oferecimento de juros diferenciados.

O subsídio é uma fonte garantida pelo FGTS, e possui regras impostas pelo Conselho Curador. O Ministério da Economia tem buscado novas condições com o Conselho, e deve firmar outras taxas a partir de outubro deste ano.

Em contra partida as novidades que prometem ser mais vantajosas às famílias contempladas, está o atraso no repasse do governo federal para as construtoras, acumulando a dívida de dois meses em R$500 milhões. Por conta disso, as obras estão paradas e os imóveis não podem ser financiados.