O relatório foi lido na última quarta-feira (28) durante assembléia no CCJ; a votação das novas emendas vai acontecer na próxima semana

Nesta quarta-feira (28), o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) fez a leitura de 58 páginas referente ao relatório das assembleias realizadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O texto será votado na próxima quarta-feira, dia 4 de setembro. Até terça-feira, os senadores podem protocolar pedidos de emenda na reforma, no fim da noite do dia 28 de agosto já haviam sido entregues 318 emendas.

A maioria, 271 ao todo, foram feitas por representantes do PT. De um modo geral, as propostas incluem várias temáticas, como a mudança nas regras de concessão da pensão por morte, cálculo do benefício e aposentadoria especial. Jeireissati deve analisar todas as propostas antes do início da votação, por isso a presidente do CCJ, Simone Tebet (MDB-MS), determinou que as emendas fossem protocoladas um dia antes do início da assembléia.

A princípio a ideia é que todas as medidas que alteram o coração do texto da reforma, votado e firmado entre os deputados, sejam inclusas em uma PEC paralela. Para que aconteça normalmente a votação no Senado prevista para o dia 24 de setembro em primeiro turno, e 10 de outubro no segundo turno. E a emenda não retorne a Câmara dos Deputados para nova assembléia.

Esta PEC paralela, de acordo com o relator Jereissati, acrescentaria mais R$360 bilhões para economia do governo brasileiro em dez anos. Inicialmente, a expetativa da equipe econômica do país era de R$902,5 bilhões. Para ser validada a PEC deve retornar aos deputados, e iniciar todos os trâmites de discussão e aprovação, levando meses até seu sancionamento.