O próximo passo é a entrega do relatório preliminar sobre as propostas, analisado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Até o fim dessa semana, em 30 de agosto, não há previsão de que hajam mais audiências públicas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para discutir sobre a reforma da previdência. Na última quinta-feira (22) foram finalizados os debates, a comissão se reuniu com representantes de diversas classes trabalhistas e de políticas públicas. Totalizando 6 audiências e 60 pessoas participantes.

O senador Tasso Jereissati (PSDB) de Fortaleza, é o responsável por concluir o relatório com a discussão dos últimos dias. O documento deveria ter sido entregue na sexta-feira (23), mas Jereissati pediu um prazo maior para analisar 130 emendas e todos os pedidos feitos durante as audiências. De acordo com o senador, a ideia é manter a base do texto para que a reforma não precise ser votada novamente pelos deputados. As mudanças previstas no CCJ fariam parte de uma PEC paralela.

Por conta da solicitação da extensão no prazo de entrega do relatório, as etapas seguintes também sofreram mudanças em suas datas. O calendário inicial previa o início das votações em primeiro turno para o dia 4 de setembro e do segundo turno para 10 de outubro. De acordo com a TV Senado, o cronograma pode se alterar em 4 ou 5 dias.

Em todo caso, a ideia é que a nova previdência seja aprovada nos dois turnos com pelo menos 49 senadores à favor, e inicie sua vigência no ano de 2020. A equipe econômica do país acredita que as medidas poupem em dez anos, mais de 900 bilhões de reais.