Entre as regras que poderão entrar em vigência nos próximos anos, caso a reforma seja aprovada, está a mudança no valor das contribuições mensais.

Mensalmente é descontada da folha de pagamento do trabalhador uma alíquota referente a contribuição ao INSS. Com pesos diferentes dependendo do seu ganho mensal. Na atual proposta, as quantias variam de 8%, 9% e 11%. A reforma da Previdência prevê modificar os descontos, ainda considerando o rendimento do trabalhador, mas dividindo em oito faixas.

Essa é uma forma de categorizar os contribuintes por seus ganhos, separando-os de forma mais específica. A equipe econômica do país, acredita que com a aprovação do texto da reforma, o país vai poupar mais de R$900 bilhões no período de dez anos. Quantia expressiva, comparada aos gastos com a previdência.

Por isso, a ideia é que a emenda seja aprovada no Senado nos próximos dias. E possa iniciar sua validade no país, pelo menos no início do ano de 2020. Considerando modificações no tempo de contribuição para aposentadoria, concessão de pensão por morte e idade mínima para se aposentar.

Além disso, também fazem parte da proposta as novas alíquotas de contribuição. Com pesos de:

  • Até um salário mínimo: 7,5%;
  • De um salário mínimo até R$ 2 mil: 9%;
  • De R$ 2.000,01 a R$ 3 mil: 12%;
  • De R$ 3.000,01 a R$ 5.839,45: 14%;
  • De R$ 5.839,46 a R$ 10 mil: 14,5%;
  • De R$ 10.000,01 a R$ 20 mil: 16,5%;
  • De R$ 20.000.01 a R$ 39 mil: 19%;
  • Acima de R$ 39.000,01: 22%.

Os valores são descontados automaticamente na folha de pagamento dos trabalhadores formais, com carteira assinada. Contribuintes individuais podem escolher qual faixa se enquadra melhor em seu ganho, e mensalmente realizar o pagamento da guia.

O início da contribuição para autônomos, conta com o suporte do site do INSS. E pode ser aderido por pessoas com mais de 16 anos, nesse caso, o máximo de aplicação é de 7,5% que representa ganho mensal de até 1 salário mínimo.