Dentre as modificações propostas na Reforma da Previdência, a aposentadoria ganha destaque. Os trabalhadores, e aqueles que ainda começaram a contribuir, têm dúvidas sobre como vai funcionar esse processo.

Para quem ainda não iniciou sua vida profissional, o mínimo de contribuição varia entre 15 e 25 anos, mas dá direito ao recebimento de 60% do salário integral. A cada ano contribuído à mais, aumentam 2% do valor do benefício.

Aos trabalhadores que já movimentam o mercado, as propostas foram outras. Das novas modalidades de transição que ficarão à escolha do trabalhador, pelo menos 3 prometem ser mais utilizadas.

Regra 1: Sistema de Pontos

Esse caso é semelhante ao que já está vigente no INSS. Somando a idade do trabalhador mais o tempo de contribuição. Foi criada uma régua com as novas modificações.

Antes, o limite era de 86 pontos para as mulheres e 96 pontos para os homens. Com a reforma, esse vai ser o mínimo. Aumentando um ponto a cada ano, até que em 2033 os homens tenham que alcançar 105 pontos e as mulheres 100.

Regra 2: Tempo de Contribuição + Idade Mínima

A nova proposta prevê que a idade mínima para aposentadoria seja de 62 para mulheres e 65 para homens. Hoje, é necessário ter 56 anos no sexo feminino e 61 no masculino.

A cada ano a idade é acrescida em seis meses, o tempo mínimo de contribuição será de 30 anos para mulheres e 35 para homens. E a transição deve ser feita em até 12 anos para o público feminino, e em 8 anos para o masculino.

Regra 3: Pedágio de 50%

Essa regra é válida para quem está próximo da aposentadoria, cerca de 2 anos. Nesse caso, é adicionado mais 50% do tempo para concluir a marca necessária.

Por exemplo, falta 1 ano para solicitar o benefício. O trabalhador deverá atuar por 1 e 6 meses, e então pedir a aposentadoria. Para 2 anos, trabalha-se 3 anos para completar o pedágio.