Apresentação - Curso Online - Direitos Humanos e Geração de Paz

Curso Online – Direitos Humanos e Geração de Paz

Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas as outras com espírito de fraternidade

Apresentação

As perguntas que colocam à nossa necessidade de Paz

Em todos os dias, direta ou indiretamente, experimentamos situações de desrespeito, agressividade e até de violência extrema. Os exemplos são múltiplos e abrangentes.

No Brasil, sentimos a vida social como rua, espaço de perigo e ameaça, assim como experimentamos as relações interpessoais e institucionais como espaços de descumprimento e desrespeito aos direitos políticos, sociais e humanos.

No mundo, além de recorrentes atos de desrespeito aos direitos e descaso com o meio ambiente, assistimos a tragédias causadas pelas guerras civis e entre nações, de defesa ou de conquista, ou por atos de desespero individual.

O fato é que todos percebemos, de forma muito clara, a necessidade de que algo seja empreendido para superar tal estado de coisas, naturalizado em nossas consciências como “sempre foi assim”, algo que restaure a tranquilidade dos nossos ambientes de vida e convivência, que recompense os danos e/ou recomponha a dignidade de vítimas, que nos aponte na direção de um horizonte de paz entre as pessoas, as classes e as nações.

Acontece, porém, que não nos apresenta igualmente claro o que, concretamente pode ser feito, quem pode ou deve fazê-lo e como se deve ou pode agir para que se realize o que necessitamos em relação ao direito, à justiça e à paz. A quem cabe defender, zelar e promover a paz? Aos órgãos de justiça e à polícia? Aos governos e parlamentos? Às instituições religiosas? Às escolas? Quanto e qual parte de um projeto de construção de paz cabe às instituições e quanto cabe às pessoas? Como fazer para que haja sinergia, sincronicidade e harmonia entre os tantos agentes que atuam no drama da vida e/ou na história do mundo? A paz de que precisamos nos será ofertada por algum Deus ou Herói?

Diante da impossibilidade de respostas simples a uma equação complexa, resta-nos, por vezes, o caminho da evasão… acompanhado, silenciosa e discretamente de sentimentos de impotência e incômodo com nossa própria imobilidade, e o resultado é a inércia.

Mas há que se romper tal inércia. Façamos então recurso às velhas e transcendentes verdades, que nos recordam e nos reafirmam a crença na responsabilidade das instituições, no compromisso das pessoas e na solidariedade ativa. Crença, por exemplo, em que a paz seja ciência e disciplina. A paz ciência tem economia, engenharia, psicologia, filosofia e linguagem. A paz disciplina tem lógica, estética, ética, gestos e práticas.

E a resposta que podemos dar à nossa necessidade de paz, a damos desde a mais profunda constatação de nossas limitações, mas também de nossas capacidades e responsabilidades humanas, refazendo as perguntas de Hillel, sábio judeu do séc. I: “Se eu não for por mim, quem será? (Mas) se eu for só por mim, o que sou? (E) senão agora, quando?”

Nossa resposta

É razoável pensar que independentemente de tratar-se de uma pessoa num dado momento, de uma instituição ou ainda de um conjunto de muitas pessoas e muitas instituições, para a conquista segura da paz, do direito e da justiça, nossos esforços certamente são insuficientes.

Contudo, é absolutamente certo afirmar que para qualquer resultado positivo de construção de alguma paz no mundo, nossos esforços, de todos e de cada um, pessoas e instituições, agora e permanentemente, são imprescindíveis.

É com esta compreensão que a Secretaria da Educação do Estado do Ceará (SEDUC), responsável pela educação escolar de quase quatrocentos mil jovens, em sua maioria na faixa etária entre 15 e 24 anos; a Fundação Demócrito Rocha (FDR), que há mais de 20 anos oferece aos cidadãos do Ceará e do Brasil os cursos da Universidade Aberta do Nordeste (UANE); e a Universidade Estadual do Ceará (UECE), que certifica os cursos mencionados e tem, entre seus compromissos sociais, a formação de professores, contando com aproximadamente 22 mil alunos; unem-se agora nesta iniciativa de oferecer o curso “Direitos Humanos e Geração da Paz”.

O mesmo será garantido a 110 mil alunos e professores de mais de 600 escolas estaduais de Ensino Médio, e ainda a 30 mil leitores do jornal O POVO, e está organizado em 12 fascículos independentes, mas articulados entre si.

Com esta iniciativa, esperamos dar uma resposta positiva ao desafio que nos interpela e à responsabilidade que nos cabe, de propiciarmos a educadores, jovens e demais interessados, uma boa oportunidade de aprendermos a promover a justiça, zelar pelo direito e cultivar a paz.